Brief 38 – Além da Playboy, leve papel e caneta pro banheiro. (vai que você se inspira)
18 fev
Repete com o sem-vergonha-mor: Playboy não é apenas revista de mulher pelada. É cultura e entretenimento. Agora, mais quantas vezes forem necessárias, de modo a mudar essa visão punhetopecaminosa!
Mas sejamos honestos. Depois que surgiu a revista Playboy, o universo masculino nunca mais foi o mesmo. Ela transformou-se na maior porta-voz da comunidade masculina, traduzindo desejos e tendências de um mundo exclusivamente masculino.
A Playboy
Mensalmente, a Playboy apresenta aos seus leitores a playmate do mês (a estrela principal da revista / capa da revista), bem como entrevistas e reportagens sobre assuntos diversos do universo masculino, que vão desde acontecimentos, moda, tecnologias até dicas de restaurantes. Mas, acreditem, as matérias são ótimas para o público feminino também, pois são marcadas pela inteligência, sofisticação e bom humor.
A Playboy tem tiragem média de 282.416 exemplares; são 90.047 assinaturas; 2.511.000 leitores. A revista é vendida por R$12,00.
História da Playboy
A história da revista é regada por festas, drinks e mulheres. Uma mistura entre o trabalho e a vida amorosa de Hugh Hefner, o cara que todos – ou pelo menos quase todos – os caras queriam ser por pelo menos um dia.
Enfim, a Playboy foi fundada em 1953 por Hefner com o intuito exclusivo de oferecer ao público masculino seu assunto predileto: mulheres, tornando-se pioneira na exibição de fotografias de mulheres nuas.
O sucesso da revista começou desde sua primeira edição. E, “cá entre nós, não é pra menos”, já que a primeira edição (norte-americana) teve na capa a atriz Marilyn Monroe. Dos 69.500 exemplares do primeiro número, 54.175 foram vendidos: um número bastante alto para quem não tinha certeza do sucesso da revista.
Com um público devoto, a Playboy tornou-se mais do que uma revista. Sua logo se transformou em uma marca mundialmente conhecida e, em 1960, a Playboy passou a ser quase um estilo de vida quando foi inaugurado o primeiro Playboy Club. Os próximos 20 anos foram os anos dourados da Playboy lifestyle. As boates – Playboy Club – se expandiram por todo os Estados Unidos, chegando a ter 2.5 milhões de associados.
Hoje, mesmo com os Playboy Clubs fechados, a Playboy ainda é referência em termos de revista e marca.
A Playboy no Brasil
A primeira versão brasileira da Playboy surgiu em agosto de 1975, durante o período da ditadura militar, com o título de “A Revista do Homem”, em razão de seu título original ter sido vetado pela censura da época. Apenas em 1978, a revista pôde estampar seu verdadeiro título nas bancas e, desde então, a Playboy tornou-se uma das revistas de maior vendagem no mercado brasileiro.
A revista, no Brasil, segue o mesmo modelo da edição americana, e oferece ao público, além dos ensaios fotográficos, seções de cunho informativo, literário e cultural, tendo as entrevistas como um dos pontos fortes da revista. Muitas vezes bombásticas e reveladoras, as entrevistas ocupam várias páginas relatando histórias, opiniões e desejos de grandes celebridades e intelectuais brasileiros e internacionais.
A edição brasileira diferencia-se, principalmente, pelos seus ensaios fotográficos. Como espécie de “carro-chefe” da publicação, a Playboy brasileira procura fotografar mulheres famosas, destacando algum atrativo ou momento característico. Em geral, a nudez feminina apresentada nas páginas brasileiras, transcende o aspecto da sensualidade, apresentando-se de forma artística, procurando caracterizar-se como registro fotográfico de uma personalidade, em um dado momento de sua vida.
Posicionamento
É uma revista sofisticada e inteligente que celebra os prazeres da vida e o bem-estar masculino.
Cenário
Atualmente, a revista é publicada em 18 países, atinge um total de 18 milhões de leitores em todo o mundo e é a revista masculina mais vendida no planeta.
O cenário em que a revista está inserida, hoje, é totalmente diferente de quando foi lançada, isso porque estamos vivendo na era 2.0 / 3.0, na era da convergência dos meios. A era digital mudou a forma como a revista – não só a Playboy – é consumida. E essa mudança não se restringe, apenas, à internet, já que ações de mobile são cada vez mais freqüentes.
Neste cenário, podemos dizer que a Playboy está bem posicionada. A marca desenvolve ações constantes de mobile e seu site possui um número alto de acessos: 97% dos internautas são homens, 50% têm idade entre 20 e 34 anos e 84% são da classe AB.
Concorrência
A principal concorrente da Playboy é a revista Sexy. Assim como a Playboy, a Sexy oferece ao leitor ensaios fotográficos sensuais, informações de entretenimento e entrevistas inteligentes e polêmicas com personalidades famosas.
A Sexy abrange o mesmo perfil de público: 81% são homens, 47% são da classe AB e 69% possuem até 30 anos de idade.
A concorrente também é mensal, possui 236.000 leitores e sua tiragem é de 88.000 exemplares.
Público-alvo
Hoje, 81% dos leitores são homens, a maioria com idade entre 20 e 34 anos (41%). Consideramos, ainda, como público, leitores com idade entre 35 e 44 anos (18%) e com idade entre 15 a 19 anos (14%).
Em termos de dados demográficos, 50% dos leitores são da classe AB e 41% da classe C. 55% do público são da região sudeste do país e 15% da região sul.
Para a campanha, consideraremos o público masculino da classe AB, com idade entre 20 e 34 anos.
Alguns dados relevantes sobre esse público:
- 60% se interessam por competições de automobilismo
- 84% se interessam por esportes em geral
- 64% se interessam por cuidados com beleza e estética
- 95% se interessam por música
- 66% se interessam por roteiros turísticos
- 88% se interessam por saúde, bem-estar e qualidade de vida
- 93% costumam correr ou caminhar
- 72% se interessam por automóveis
- 77% se interessam por futebol
- Representam aproximadamente 3 milhões de pessoas e são responsáveis por 23% de todo o consumo nacional.
- 87,5% praticam esportes
- Homens com idade entre 20 e 25 anos são os que mais acessam a internet pelo celular.
Objetivo de comunicação
Se considerarmos a porcentagem de leitores das classes A e B, separadamente, temos: 16% dos leitores são da classe A e 34% são da classe B. Portanto, como a Playboy é uma revista para “playboy” nosso objetivo é fortalecer o consumo dela para esse público (AB).
Desafio
Desenvolver uma comunicação no estilo para esse público, destacando – preferencialmente – os outros atributos da revista, aqueles que são pouco mencionados quando falamos de Playboy.
Como nosso objetivo é convidar esse público para ler a revista e como é um público bastante online, achamos interessante uma peça online. Mas, conforme bem respondido em pesquisa no Twitter, você envia o que quiser: vale tudo. De peça online a ação de guerrilha ou alguma mídia exterior. Você cria, pensa no melhor meio para alcançar o target, monta o layout ou desenvolve a publicidade online, faz um breve descritivo (opcional) e nos manda. Publicaremos tudo.
Palavra da @milenadta, desenvolvedora do brief:
Meninos, deixem de lado os ensaios fotográficos e foco na peça.
Meninas, seios grandes qualquer médico faz, mas peças boas e criativas são com vocês.
Palavra do #PSVsite:
Excite.
A mim, ao jurado, ao futuro entrevistador.
No fundo bem superficial de nossos seres, somos totalmente suscetíveis ao toque criativo. Nem preciso dizer que praticamente urramos diante de anúncios sacados.
Júri
Sidney Luzio, guerreiro, santista, redator da Comunicação Explícita, de Campinas . Blogueiro do Já Caguei Aqui.
Alexandre Ferreira, diretor de criação da Multi Solution em São Paulo.
Prazo
11h59min59seg de 17 de março de 2010 (estendemos o prazo, de acordo com pedidos)
E para provar que esse brief inspirou os nossos instintos mais sem-vergonhas, segue uma poesia criada pelo @joaopitanga com direção de criação do @PSVsite
Criar é uma arte.
L iberta o criador de paradigmas, descarrega adrenalina, faz a alegria da gente.
I nerente ao ser humano, criar é 100% transpiração
Q ue resulta em alguma inspiração.
U ne referências, repertório, resultados
E ntorpece a mente, alivia a alma de quem cria; [orgasmos].
Nizan, Washington, Serpa.
O utros virão com a simplicidade e genialidade da propaganda.
S alvarão a criatividade da ignorância.
Amenizarão os tão suados dias de pizza com galos e leões de ouro.
N a publicidade, sabemos, é preciso suar.
U m prêmio não se ganha sem cansaço, não vem de graça.
N em ao menos cai do céu.
C hora e reclama quem cria pro gasto. Ri e comemora quem cria com gosto.
I nstale o chip de away no cérebro. Esqueça o mundo, seu planeta é criar.
O uvir o clique do mouse, o som das teclas estalando no teclado.
S entir a testa molhada de frente ao monitor.
Ganhar peso e ao mesmo tempo, prestígio.
O lhe para trás.
O que você fez de bom para se considerar bom?
G rande é aquele que se acha pequeno demais para sempre querer crescer.
L ute como um sem-vergonha. Vamos vencer a preguiça e chutar os clichês.
E lembre-se de fazer o que está escrito nas primeiras letras de riba para baixo.















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