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Mostra a Pasta SV #1 – Rob Santos

15 dez

Inauguramos hoje a seção Mostra a Pasta SV. O primeiro candidato à judas pra ser malhado é o Rob Santos. Ele é aspirante a redator, músico e são paulino de coração. Marido da Almé e filho de Dona Rosa. Pra ele publicidade é uma paixão, e não apenas uma profisão.

Ele nos falou por email que ama o PSV. Isso quer dizer que a gente vai pegar mais leve com ele, porque no amor vale tudo, o que não pode é um foder com o outro.

Link da pasta: portfoliodorob.blogspot.com

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Agora é só olhar e dar pitaco. Mais fácil impossível. E se gostou da seção e acha que uns conselhos lhe cairiam bem, mande sua pasta por esta página e espera ela ser postada. A seção rola toda terça, aqui no Portfolio Sem Vergonha. =)

Obs: ao pessoal que mandou pastas para serem postadas nessa seção, peço que tenham calma. Como vamos postar uma pasta por semana, pode demorar um pouco pra sua entrar. A lista está seguindo a ordem de quem enviou mais cedo que o outro. Talvez a gente mude esse prazo pra duas vezes por semana, mas por enquanto é isso mesmo.

Aos criativos – Questões freqüentes de quem mostra a pasta.

17 mar

Tenho visto centenas de pastas de gente interessada em melhorar a carreira. Muitas dessas pessoas jogam grande parte do seu tempo fora em questões secundárias, em vez ir ao que interessa: criatividade.

Aqui estão algumas linhas que talvez possam ajudar essas pessoas em algumas questões freqüentes.

1. Vista a camisa da sua empresa e debaixo dela, a sua própria.

- A quem lhe paga o salário, dedicação total. Desde que isso não signifique retrocesso na carreira. Todo profissional de criação precisa cuidar com carinho do seu portfolio, da mesma maneira que cuida dos trabalhos que vão para a rua. Se a agência em que você trabalha vai bem e seu portfolio vai mal, alguma coisa está errada, para você. Cansei de ver profissionais que ficaram anos em uma agência e ao saírem dela, descobriram que seu trabalho estava defasado e sem impacto.

Enquanto você argumenta que não dá tempo de trabalhar para a sua pasta e fazer anúncios legais para ela, você vai ficando vulnerável. Por isso, procure um diretor de criação que faz dinheiro para o patrão e obriga você a ter um portfolio cada vez melhor.

2. O mundo é dividido em dois grupos de pessoas, as que fazem e as que batem palmas.

Não adianta reclamar ou arranjar desculpas. Você precisa é fazer uma pasta que realmente mostre o nível em que você está. Afinal, é pela sua pasta que te contratam. A pasta é a cara do seu trabalho. Então, capriche, invista tempo nela. Quer trabalhar em uma determinada agência? Basta ter uma pasta no nível dela. Agência boa não contrata, é você que entra.

3. Pior que anúncio fantasma é profissional fantasma.

Atendi um profissional com 10 anos de profissão e que me apresentou um portfolio, dizendo que tudo ali tinha sido veiculado. Respondi pra ele se queria uma vaga no atendimento, pois na criação a gente cria. Aprovação é outro departamento.

Descobri que gente assim, são os profissionais fantasmas. Caem no conto do vigário de diretores de criação fantasmas e donos de agência fantasmas, que têm um discurso moralista em relação à criatividade, que na verdade é para encobrir a própria inabilidade para a função, digamos assim.

O criativo acredita num profissional fantasma, trabalha duro, e quando é demitido por causa de uma crise de mercado ou de um portfolio melhor que apareceu na praça, fica sem ter o que fazer, sem trabalho. E o remédio é um salário menor em outra empresa.

E tudo isso, por um assunto que ninguém mais aguenta: anúncios fantasmas.

Faça uma lista dos 10 melhores profissionais de criação que você admira. Todos eles, sem exceção, fizeram fantasmas. Depois consagrados pararam de fazer e condenaram o tema. E o ciclo se repete.

Pior. Faça uma lista dos 10 caras que mais criticam fantasmas.

Sim, todos eles já fizeram, geralmente não ganham nada (excessão do Washington Olivetto que está na lista anterior também) e decidiram espinafrar.

Trabalhar, ousar, propor ao cliente, arrancar a aprovação dá muito trabalho, é mais prático ficar vendo site de sacanagem o dia inteiro.

Agora, cuidar da pasta não é fazer fantasma, é expor o seu talento com aquilo que você faz de melhor.

Ah, tem outros tipos de profissionais fantasmas, que fazem empregos desaparecerem e assustam a concorrência das agências abaixando as taxas de criação e dando descontos de até 90% em concorrências. Isso sim é uma vergonha, pois afeta a rentabilidade do negócio. Esses, são perigosos, colocam a profissão inteira em risco.

Amigo, você que está lendo essas linhas, não acredite nesse tipo de gente. Deixe os profissionais fantasmas de lado. Essa profissão é um tesão e procure gente que goste dela, como você.

Trabalhe e reze, que a assombração passa.

4. O Ronaldinho Gaúcho tinha Ronaldo Fenômeno como Guru que tinha como Guru o Zico que por sua vez tinha como Guru o Pelé, que achava que Zizinho era seu guru, que com certeza tinha alguém como Guru. Em resumo, encontre o seu.

Não estaria nessa profissão se não fosse gente como o Bob Gebara, como o Fábio Fernandes, como o Rondon, o Fred e Farid da Marcel Paris, o Joaquim Mollá da Mother, Neil French, o Juan Cabral da Fallow Londres e outros caras supergenerosos. Eles deram dicas, ensinaram técnicas, critérios e nuances criativas, nas análises de meus trabalhos.

Escolhi gente de primeira linha que sempre me indicou em que melhorar. Em vez de pedir emprego, pedia opinião. É mais barato para eles, e mais valioso para você.

Só me faça o favor. Tente isso com alguém que realmente admire. Não erre de guru, pode ser fatal.

5. Você quer ser um crítico de propaganda ou um criativo?

A capacidade de apreciar o trabalho alheio é uma forma de entender que a gente faz um trabalho que se paga relativamente bem e que não estamos a sós no universo profissional.

Enquanto tem gente que fala, alguns fazem e depois de um tempo, a distância entre eles é imensa, com grande vantagem para os que fazem. Ao trabalho.

6. Prêmios. Quem corre atrás nunca passa a frente.

A melhor coisa sobre prêmios é que é bom de ganhar.

A segunda, é que, se não ganhou, tente melhorar da próxima vez que tiver uma oportunidade de um job na mesa. Agora, seja humilde. Se um adversário ganhou, cumprimente-o. No mínimo você vai parecer bem educado.

Observe as grandes agências (grandes criativas e não de tamanho). Elas participam de quais prêmios? Valorizam quais?

Daí faça as suas apostas. Quantos leões valem um “one show”? Quantos New Yorks valem um Clio?

Pense como um gafanhoto e corra atrás das glórias que realmente interessam.

E, tudo é critério. Não adianta correr atrás do que já foi feito e fazer bem feitinho, pensando que ninguém vai perceber. Se ninguém perceber, a gente ganha alguma coisa, não é?

Tá errado, quem tá atrás não ultrapassa ninguém.

Isso vale também para agências que correm atrás de clientes que ganham prêmios com outras agências.

Amigos, cuidado com gente medíocre que olha suas idéias.

7. Quem se apega às idéias, deve ter poucas.

Acho que alguém melhor que eu já disse isso, só não sei quem.

Deve ter sido o Mohallem. Bom, o que interessa é que é a mais pura verdade. Tenha sempre muitas idéias para descatar as médias, as legais, as boas, e ficar somente com as ótimas. Tudo bem, é chover no molhado. Você já sabe disso faz tempo.

8. Propaganda é artilheiro, marketing pessoal é zagueiro.

Sabe o cara que só fala bom dia pra chefe, só trabalha quando o dono da agência passa perto, desligando rapidamente os sites de mulher pelada e outras coisas que tomam o tempo? Então, passe longe de gente assim. Identifique e mude de rota.

Prefira o caminho do trabalho, do esforço, da dedicação e foco na criatividade. Marketing pessoal é bom quando o fazem pra você.

9. No alvo da propaganda não mire no meio.

Finalmente isso é muito importante. Não queira ser o melhor redator ou diretor de arte da sua cidade. Nem do seu estado. Mire em ser o melhor profissional do seu país. Lá em cima. Ou da cidade onde o mercado do país se concentra. E, trabalhe para sê-lo.

Se der certo, ótimo, se der errado, pelo menos você vai acertar um pouquinho acima do que o meio. Não é legal ser médio.

Não se contente com pouco. E, pra acabar, não se preocupe com comentários mesquinhos. Isso passa. Faça foco de todas as suas forças na página em branco a sua frente, no Word. Ela, não mente jamais. E o que você coloca nela é a sua verdade.

Amigos, até logo, a gente se vê.

Flavio Waiteman, Redator, 12 anos de carreira, diretor de criação da Master. Tem no currículo Leão de Cannes, prata em filme no “One show”, bronze no Clio em Filme, Fiap, e clube de criação, além de Grand Prix do New York Festival em Filme.